Enxerto de gordura para o volume que o treino não trouxe
Para o homem que treina e quer mais volume ou proporção em ombros, peitoral, costas ou braços. A gordura retirada na lipo, de onde ela sobra, é reaproveitada onde falta, com o ultrassom guiando onde ela entra.
O que costuma trazer o homem até aqui
- “Treino ombro e peito e o volume não vem.”
- “Meu peitoral é reto embaixo.”
- “Sobra gordura na barriga e falta volume no braço.”
- “Quero mais proporção entre ombro e cintura.”
- “Tenho medo de a gordura sumir quando eu treinar.”
O que é o enxerto de gordura guiado por ultrassom?
É a transferência de gordura de uma região do corpo para outra.
A gordura sai da lipoaspiração do próprio paciente, é preparada e depois colocada onde falta volume.
O Dr. Flávio resume a lógica: “Tira volume onde ele está demais. Coloca volume onde ele está de menos.”
O ultrassom entra para mostrar, durante a cirurgia, a anatomia de cada ponto. Com ele, o doutor vê a espessura do músculo e o plano em que a gordura está sendo depositada.
O que o enxerto resolve no homem?
Ele acrescenta volume onde o homem sente falta e o treino não entregou, usando a gordura que sobrou em outra região. “Tira volume onde ele está demais. Coloca volume onde ele está de menos”, resume o Dr. Flávio. Como a gordura sai da lipo, o enxerto costuma acontecer no mesmo tempo cirúrgico, e o contorno é pensado em conjunto: menos na cintura, mais onde a proporção pede.
- Ombros e trapézio.
- Peitoral.
- Costas, na região do dorsal.
- Braços, no bíceps e no tríceps.
- Áreas que ficaram com menos volume que a vizinha depois da lipo.
De onde vem a gordura?
Da própria lipoaspiração.
Por isso, na maior parte dos casos, o enxerto acontece no mesmo tempo cirúrgico da lipo de alta definição. A gordura retirada do abdômen, dos flancos ou das costas é reaproveitada.
O doutor trata essa gordura como matéria-prima e reaproveita a gordura de boa qualidade que o paciente tiver.
Isso tem uma consequência prática: quem está muito magro pode não ter gordura suficiente para o plano. Em alguns casos, o doutor orienta ganhar um pouco antes da cirurgia.
Por que o enxerto no homem é diferente?
Porque a proporção masculina tem outro desenho. No homem, o volume costuma ser buscado em ombros, peitoral, costas e braços, sobre um músculo que já é trabalhado no treino. O enxerto precisa respeitar esse músculo: o ultrassom mostra, durante a cirurgia, a espessura dele e o plano em que a gordura entra. A gordura disponível também conta. Homem muito magro pode não ter gordura suficiente para o enxerto, e isso é avaliado no exame.
Quem é candidato ao enxerto?
O perfil mais comum é o homem que treina, já construiu o músculo e quer mais volume ou proporção numa região específica, como ombros ou peitoral.
O enxerto também ajuda a equilibrar o contorno depois da lipo, quando uma região fica com menos volume que a vizinha.
Ele depende de duas condições: gordura disponível para retirar e uma região que comporte recebê-la. As duas são avaliadas no exame.
A expectativa precisa ser ajustada. O enxerto acrescenta volume dentro de um limite, e quanto permanece varia de pessoa para pessoa.
Quais áreas podem receber enxerto?
No homem, as mais comuns ficam no tronco e nos braços.
- Peitoral.
- Ombros e trapézio.
- Costas, na região do dorsal.
- Braços, no bíceps e no tríceps.
O doutor cita essas áreas ao explicar onde reaproveita a gordura: “Seja para ombro, seja para trapézio. (…) Peitoral, (…) grande dorsal, bíceps, tríceps.”
Quais delas entram no seu plano, e em que quantidade, depende do exame. “Por isso que tem que passar no [Plan Day]”, diz o doutor.
Para que serve o ultrassom?
Para ver o que está embaixo da pele durante a cirurgia.
“A gente consegue ver essa estrutura durante a cirurgia com o ultrassom. Então eu consigo ver ali a espessura do músculo”, explica o doutor.
No enxerto, isso ajuda a colocar a gordura no plano planejado, próximo ao músculo, e a acompanhar a quantidade em cada ponto.
A imagem apoia a técnica e o julgamento do cirurgião. Ela não substitui nenhum dos dois.
A gordura enxertada fica?
Parte fica, parte é absorvida.
Nos primeiros meses, o corpo absorve uma porção da gordura enxertada. Quanto permanece varia de pessoa para pessoa, e por isso o volume é avaliado ao longo dos retornos.
A gordura que se integra passa a se comportar como a do resto do corpo. “Se você queimar toda a sua gordura, vai queimar, inclusive aquela. Mas não vai queimar só aquela”, explica o doutor.
Na prática, treinar segue liberado e recomendado depois da recuperação. O que reduz o enxerto é perder gordura no corpo inteiro.
O que o enxerto não resolve?
- Músculo. Gordura acrescenta volume e não força. Treino continua sendo o que constrói o músculo.
- Volume que fica por inteiro. Parte da gordura é absorvida nos primeiros meses, e quanto fica varia de pessoa para pessoa.
- Quem não tem gordura para retirar. Sem gordura disponível, o enxerto não tem de onde sair.
- Efeito de implante. O enxerto trabalha dentro do limite que a região comporta.
- Emagrecimento grande depois. A gordura enxertada se comporta como a do resto do corpo e diminui junto se você emagrecer muito.
Quais são os riscos?
O enxerto de gordura é um procedimento cirúrgico e tem riscos, somados aos da lipoaspiração que o acompanha. Entre os possíveis:
- Absorção maior que a esperada, com menos volume final.
- Irregularidades de contorno e assimetrias.
- Necrose de gordura, que pode formar nódulos ou cistos de óleo.
- Infecção.
- Embolia gordurosa, uma complicação rara e grave.
- Complicações relacionadas à anestesia.
O planejamento, a escolha do plano de aplicação, o apoio do ultrassom e o acompanhamento no pós-operatório existem para reduzir esses riscos.
Quanto custa?
O valor depende do plano completo, que costuma incluir a lipoaspiração, do tempo de cirurgia e do hospital.
Ele é apresentado no Plan Day, junto com o plano clínico.
Como é a recuperação?
Cada recuperação é diferente. A linha abaixo mostra a lógica das etapas, e o cronograma do seu caso é combinado no planejamento.
- Primeiros dias Proteger a área enxertada
Evitar pressão direta sobre as regiões que receberam gordura, conforme a orientação da equipe.
- Primeiras semanas Recuperação junto com a lipo
A recuperação segue a da lipoaspiração, que costuma ser feita no mesmo tempo cirúrgico.
- Primeiros meses Treino em etapas
O retorno ao treino, inclusive dos grupos musculares enxertados, é liberado aos poucos nos retornos.
- Meses seguintes Volume se estabiliza
Parte da gordura é absorvida nos primeiros meses. O volume que fica é avaliado nos retornos.
Perguntas frequentes
A gordura enxertada some se eu treinar ou emagrecer?
Ela se comporta como a gordura do resto do corpo: se você emagrecer muito, ela diminui junto, na mesma proporção, e não sozinha. O treino, por si, não faz o enxerto desaparecer.
Toda a gordura enxertada permanece?
Não, parte dela é absorvida pelo corpo nos primeiros meses. Quanto fica varia de pessoa para pessoa e é discutido no planejamento.
De onde vem a gordura?
Da lipoaspiração do próprio paciente, em geral de abdômen, flancos ou costas. Por isso o enxerto depende de haver gordura disponível.
Para que serve o ultrassom?
Para ver, durante a cirurgia, a espessura do músculo e o plano em que a gordura está sendo colocada. Isso orienta a quantidade e a posição do enxerto.
Dá para fazer o enxerto sem a lipo?
O enxerto sempre começa por uma lipoaspiração, porque é dela que vem a gordura. Se a lipo é pequena, só para colher, ou parte de um plano maior, é definido no Plan Day.